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Tudo o que você deve saber sobre as variantes da COVID-19

A pandemia da COVID-19 mudou o cenário mundial. O vírus surgiu no final de 2019 em Wuhan, na China, foi se espalhando e mudando a realidade. Com seu alto quadro de transmissão as medidas preventivas tomadas foram ficando cada vez mais severas. 

Medidas como o distanciamento entre as pessoas, uso constante de álcool gel, uso de máscara, quarentena e em alguns países o lockdown, que é uma medida ainda mais extrema, um confinamento, protocolo de isolamento que impede o movimento de pessoas e cargas, salvo profissões consideradas essenciais.

Infelizmente a pandemia continua, o alarme inicial começou no início de 2020 e com o tempo foram surgindo variantes do vírus, aliás é sobre elas que vamos falar, então continue a leitura e confira!

O que é Mutação, Variante, Linhagem e Cepa?


Para entender melhor como funciona o vírus e suas mudanças listamos abaixo o que significa cada termo.

Mutação: é uma mudança aleatória que acontece com frequência no material genético do vírus e não necessariamente o deixa mais forte ou mais transmissível.

Variante: é o vírus que sofreu mutação durante seu processo de replicação e quando essa mudança começa aparecer muitas vezes, especialistas fazem o sequenciamento do genoma e se a mudança se fixar então se configura como uma variante. O vírus original pode ter variantes diferentes.

Linhagem: é o conjunto de variantes que se originaram de um vírus ancestral, o primeiro vírus identificado.

Cepa: é a variante ou um grupo de variantes que se comporta diferente do vírus original. Quando um agrupamento viral desenvolve a capacidade de transmissão e de multiplicação, de produzir sintomas ou estimular resposta no organismo que difere do vírus original, ele constitui uma cepa. Uma linhagem pode ter várias cepas.

O coronavírus compõe uma família diversa e em humanos o primeiro isolado ocorreu na década de 60, mas apenas em 2002 com o surgimento do Sars entrou para a lista de potencial ameaça à saúde humana. 

O Sars-CoV-2, da COVID-19, é uma cepa e à medida que se espalhou foi sofrendo mutações e assim foram surgindo novas variantes.

As Variantes da COVID-19


Em dezembro de 2020 começaram a ser citadas variantes do Coronavírus Sars-CoV-2 e a OMS (Organização Mundial de Saúde) passou a batizá-las com as letras do alfabeto grego, consideradas de pronúncia fácil.

E de acordo com a OMS as variantes do coronavírus estão classificadas em três categorias: Variantes de Preocupação, Variantes de Interesse e Sob Monitoramento.

É muito importante a identificação da variante, pois assim é possível tomar medidas de identificação do vírus, vigilância, prevenção e controle da infecção, facilitando assim o tratamento e a diminuição do número de casos.

Variantes de Preocupação 

As Variantes de Preocupação são as mais transmissíveis e resistentes, apresentando maiores chances de desenvolverem infecções graves, isso devido a mutação da proteína S (spike), que está presente na superfície do vírus e faz a ligação com as células humanas. E essa categoria apresenta 5 variantes, são elas:

1 - Variante Alfa: inicialmente denominada B.1.1.7, identificada no Reino Unido em setembro de 2020, foi a primeira variante preocupante. De uma linhagem altamente transmissível, que já foi detectada em 100 países e que domina os Estados Unidos na atualidade. 

Principais mutações na proteína Spike: N501Y, P681H, H69-V70 e Y144/145. 

A mutação N501Y está associada à maior capacidade de infecção.

2 - Variante Beta: a B.1.35 (também as B.1.351.2/B.1.351.3), identificada na África do Sul em dezembro de 2020. Também é altamente transmissível, chegando a 50% a mais, no entanto foi a que menos se espalhou pelo mundo. É capaz de infectar pessoas que se recuperaram da COVID-19 e pessoas vacinadas e até diminuir a eficácia de algumas vacinas. Presente em 68 países e ativamente na África do Sul.

Principais mutações na proteína Spike: K417N, N501Y e E484K.

A mutação E484K, que está ligada ao escape imunológico e a mutação N501Y, pode ajudar outras variantes a se tornarem mais contagiosas. 

3 - Variante Gama: a antiga P.1 (também as P.1.1/P.1.2), identificada no Brasil em dezembro de 2020 em turistas japoneses que voltaram do país. Altamente transmissível e com agressividade em investigação. Já está presente em 37 países, principalmente no Brasil, mas as vacinas são eficientes contra ela.

Principais mutações na proteína Spike: K417N, N501Y e E484K, assim como a Variante Beta.

4 - Variante Delta: a B.1.617.2 (também as AY.1/ AY.2), identificada na Índia em outubro de 2020, tornou-se uma Variante de Preocupação em maio de 2021, quando começou a se espalhar rapidamente, tornando-se dominante em vários países e sendo responsável pela maioria dos casos. É altamente transmissível quando comparada a catapora, isto é, uma pessoa infectada pode infectar até 8 ou 9 pessoas. Está presente em pelo menos 80 países, em domínio na Índia.

Principais mutações na proteína Spike: E484Q e L452R.

5 - Variante Ômicron: a B.1.1.529, identificada em novembro na África do Sul, mas que segundo a OMS foi identificada em múltiplos países, já é considerada a mais contagiosa e letal, sendo inclusive capaz de driblar o efeito das vacinas. Presente em 128 países, é altamente transmissível e tem se espalhado muito rapidamente em um ritmo acelerado, isso em poucas semanas.

Principais mutações na proteína Spike: K417N, Q493R, N501Y e Y505H. Ela também possui a mutação N501Y, já identificada nas Variantes Beta e Gama, sendo considerada capaz de multiplicar a proteína S, apontada também por diminuir o potencial de anticorpos neutralizantes e aumentar a expressão viral de RNA.

Variantes de Interesse

As Variantes de Interesse são as que foram identificadas, mas que ainda parecem não apresentar a facilidade de transmissão ou gravidade em comparação às Variantes de Preocupação. Continuam sendo monitoradas e avaliadas, podendo ser reclassificadas conforme apresentarem risco elevado ou não.

Atualmente a categoria apresenta 2 variantes, sendo elas:

1 - Variante Lambda: a C.37, identificada primeiramente no Peru em dezembro de 2020 e apontada como Variante de Interesse em junho de 2021. Presente em mais de 30 países, no entanto não apresenta muitos casos.

2 - Variante Mu: a B.1.621, identificada primeiramente na Colômbia em janeiro de 2021. Presente em 39 países, está deixando profissionais da saúde em estado de alerta com prevalência de 39% na Colômbia e 13% Equador, mas ainda sem apresentar risco para o restante do mundo.

Variantes Sob Monitoramento

 As Variantes Sob Monitoramento são aquelas que possuem alterações genéticas, mas suas características e impacto epidemiológico ainda estão sendo estudados, porém podem apresentar riscos no futuro. 

Atualmente a categoria apresenta 3 variantes, sendo elas:

1 - Variante C.1.2: identificada primeiramente na África do Sul.

2 - Variante B.1.640: identificada inicialmente na República do Congo em setembro de 2021. Vem sendo monitorada desde então, mas não apresentou grande ameaça, por isso ainda é cedo para evidenciá-la.

3 - Variante B.1.1.318: identificada no Reino Unido em fevereiro de 2021, desde então vem sendo monitorada. Foram identificados 16 casos pela variante, especialistas e a OMS estão preocupados, devido a mutação E484K, que pode driblar a ação das vacinas e provocar reinfecções em pessoas que já tiveram COVID-19.

Nova Variante!

A partir da Variante B.1.640 surgiu a nova cepa, a Ihu - B.1.640.2., identificada na França em novembro de 2021, mesma época em que a Ômicron, e divulgada em janeiro de 2022. O seu nome é uma homenagem à sigla do Instituto Hospitalar Universitário de Marselha, que foi responsável pela identificação e pouco se sabe sobre essa variante. O primeiro infectado por essa nova cepa foi vacinado e tinha acabado de voltar de Camarões. Foram identificados 12 casos nos Alpes do Sul. A Cepa apresenta 46 mutações genéticas, mas segundo a OMS e especialistas ainda não apresenta ameaça, portanto não é preocupante, diferente da Ômicron, e também vem sendo monitorada de perto. 


Sintomas e infecção pelas variantes


Os sintomas de infecção pelas variantes são praticamente os mesmos da cepa original, sendo que alguns não se manifestam em algumas delas.

A COVID-19 apresenta os seguintes sintomas:

  • Tosse seca persistente;
  • Cansaço excessivo;
  • Febre acima de 38º C;
  • Dor muscular;
  • Dor de cabeça;
  • Dor de garganta;
  • Perda de gosto e/ou olfato;
  • Diarreia, em alguns casos;
  • Náusea ou vômito;
  • Dificuldade para respirar, nos casos mais graves.

E os Sintomas das Variantes são bem parecidos, por isso é difícil diferenciar os sintomas entre as cepas.

Na Variante Alfa os sintomas mais comuns são a febre, tosse persistente, calafrios, dores musculares e perda do olfato ou do paladar.

Na Variante Beta os sintomas mais comuns incluem febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.

Na Variante Gama os sintomas mais comuns são dor de cabeça, dor de garganta e coriza, sendo muito semelhante a um resfriado forte. Em alguns casos foram relatados os sintomas como: febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.

Na Variante Delta por exemplo, os sintomas mais comuns são a dor de cabeça, também dor de garganta, coriza, espirros, tosse persistente e febre. Alguns sintomas que eram bastante citados no vírus original são menos comuns na Delta, como perda de olfato ou paladar. Inclusive muito tem se confundido com gripes e resfriados, podendo estar com COVID da Variante Delta.

Na Variante Ômicron foram relatados sintomas, como cansaço extremo, dores no corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

As Variantes em alta no Brasil: Delta e Ômicron


Em 2021, o Brasil teve casos de todas as variantes, mas os casos de predominância começaram com a Variante Beta, depois foi a vez da Variante Gama dominar de fevereiro a agosto, a partir de setembro a Variante Delta e nas últimas semanas de dezembro casos da Variante Ômicron dispararam.

Atualmente a Variante Ômicron tem se espalhado mais rapidamente do que a Delta, causando infecções em pessoas já vacinadas ou nas que já tiveram COVID-19 e se recuperaram. A evolução da variante é preocupante e remete a segunda onda no Brasil que tanto se falou. Essa variante tem causado 90% das detecções em um curto período, do final de dezembro ao início de janeiro de 2022. Com isso, além de ser recomendada a prática das já conhecidas medidas de prevenção, também muitos eventos foram cancelados, como queima de fogos na virada do ano em alguns centros e o Carnaval na maioria das capitais.

A prevenção e os cuidados


Continuam as ações de prevenção, com uso de álcool gel, máscara, testes preventivos para evitar proliferação e claro, as vacinas.

A vacinação é extremamente importante, pois com ela os casos de internação e complicações tiveram grande redução.

Segundo dados do IBGE em 07 de janeiro de 2022, o Brasil está com 144.010.390 milhões da população vacinada com as duas dozes ou dose única, o equivalente a 67,51% da população adulta nacional. E 161.601.808 milhões com a 1ª dose, o equivalente a 75,76%. Com a 3ª dose, a adicional, o número já chega a 28.711.937 milhões, o equivalente a 13,46%.

Em Israel, o país iniciou a aplicação da 4ª dose para toda a população, no Brasil a proposta inicial é de vacinar idosos e pessoas com saúde debilitada com a 4ª dose, para uma maior proteção. Além disso, pretende se começar a vacinação nas crianças de 5 a 11 anos, depois de grande discussão, afinal essa medida já é adotada em países da Europa e Estados Unidos. A previsão para iniciar a vacinação em crianças no Brasil, segundo o ministro da saúde Marcelo Queiroga, é a partir da segunda quinzena de janeiro de 2022.

Exames Laboratoriais em Araçatuba

Mora em Araçatuba e não sabe onde realizar seus exames laboratoriais? O Laboratório Exame é a melhor opção para você, inclusive testes de COVID-19! Contamos com uma equipe de biomédicos especializados, prontos para entregar resultados eficientes com agilidade e muita segurança. 

Você pode saber mais sobre um dos testes de COVID mais usados, que é rápido e indolor, no nosso artigo  Teste de Antígeno para Covid-19.

 E aí, precisa realizar algum tipo de exame? Entre em contato e agende já o seu! Se ainda tiver alguma dúvida você pode clicar aqui e conferir algumas em nosso site ou tirá-las diretamente conosco. 

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Abril Azul: Mês de Conscientização do Autismo

O mês de abril foi escolhido pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 para representar a força da campanha Abril Azul, que tem como objetivo informar, prevenir, orientar, acabar com o preconceito e conscientizar sobre o Autismo.

O Autismo aliás, é um transtorno que ainda gera muitas dúvidas e é sobre ele que vamos falar nesse artigo, seus sinais, sintomas, graus, diagnóstico e sua campanha de apoio, continue a leitura e confira!

O que é Autismo?


O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido como Autismo, é um transtorno do desenvolvimento neurológico, que tem como característica déficit na comunicação social, comportamento e habilidades cognitivas. Mas os portadores do espectro autista podem se destacar em habilidades com números, visuais, de música e arte.

O espetro pode estar ligado com a deficiência intelectual, dificuldade de atenção, na coordenação motora, inclusive problemas com sono e gastrointestinais. Pode ocorrer ainda o desenvolvimento de outros transtornos, como o Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) ou o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), dislexia ou dispraxia. No período da adolescência ocorrem casos de desenvolver ansiedade e depressão.

É importante dizer que o Autismo não é uma doença e que o diagnóstico desse transtorno geralmente acontece a partir de sinais. O Autismo se inicia durante a gravidez, mas só é diagnosticado nos primeiros três a cinco anos de vida, período que os pais, responsáveis e educadores precisam inclusive ficar atentos. 

O diagnóstico ainda não é possível através de testes de laboratório e nem sempre é fácil ser detectado, sendo realmente identificado de acordo com a observação do comportamento, linguagem e interação social atestadas através de avaliação médica, mas é claro muito importante a atenção dos pais e professores.

A confirmação do diagnóstico em crianças ou adolescentes deve ser realizado por uma equipe médica multidisciplinar, que inclui pediatra, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo e neuropsicólogo, isso a partir de informações e realização de alguns testes, como os auditivos. Em adultos o diagnóstico é mais difícil, devido à similaridade com outros transtornos, como a ansiedade.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) os portadores de Autismo correspondem há 1% da população mundial, sendo mais de 70 milhões de pessoas. No Brasil a estimativa é que existam cerca de 2 milhões.

Mesmo diante de estudos, a ciência ainda não conseguiu definir a causa exata para o Autismo, no entanto há evidências de que está relacionada à questões genéticas: desordens metabólicas, infecções virais (infecções durante a gravidez), lesões na formação do cérebro, complicações no parto ou gravidez e fatores ambientais, por exemplo.

Não há cura para o Autismo, afinal como já dito acima não é uma doença, é uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro, afetando a maneira como a pessoa percebe e se socializa com o mundo.

O Autismo é dividido em 3 categorias, são variações com níveis de gravidade, ou seja, graus de funcionalidade.

  • Graus de Autismo

Grau/ Nível 1 - Leve

Neste nível a pessoa é mais funcional, no entanto apresenta dificuldades para interagir, dificuldade de iniciar relações sociais, problemas de organização e planejamento que podem prejudicar sua independência. O comportamento inflexível acaba dificultando as atividades cotidianas.

Grau/ Nível 2 - Moderado

As pessoas neste nível apresentam um quadro um pouco mais grave, com habilidades sociais limitadas, dificuldade nas relações sociais, dificuldade acentuada na comunicação verbal e não verbal. São mais inflexíveis em seus comportamentos, apresentando resistência à mudança, comportamentos restritivos e repetitivos mais frequentes e evidentes, com dificuldade de mudar o foco das ações.

Grau/ Nível 3 - Severo

Este é um nível mais grave, no qual as pessoas com Autismo apresentam um grau mais severo em relação à comunicação verbal e não verbal. Também apresentam dificuldades perceptíveis para iniciar interação social e acentuada dificuldade de funcionamento, com capacidade cognitiva prejudicada. Apresentam tendência ao isolamento e podem demonstrar comportamentos inflexíveis. 

  • Símbolos

Os símbolos do Autismo são imagens criadas para representar a diversidade, além de gerar identificação, inclusão, conscientização e acabar com o preconceito.

Quebra-cabeça: foi o primeiro símbolo criado em 1963, por Gerald Gasson, que era membro da National Autistic Society e era pai de uma criança autista. O símbolo era composto por uma peça de quebra-cabeça desencaixada com a imagem de uma criança chorando. A figura tinha o propósito de indicar como uma pessoa autista sofre e não consegue se encaixar na sociedade. Nessa época esse era o conceito e o Autismo era considerado uma deficiência mental.

No entanto com o passar do tempo, o símbolo foi reformulado e substituído, sendo representado por 4 peças de quebra-cabeça coloridas e encaixadas, visando evidenciar a complexidade do autismo e seus diferentes espectros. Esse símbolo também não foi muito aceito, pois ao invés de tornar-se uma tentativa de conscientização era mais visto como uma evidência de dificuldade para entendê-los. Apesar de ser considerado um símbolo que traz mais prejuízos à causa, é também um dos mais conhecidos e usados para apoiar e representar o TEA. 

Fita de quebra-cabeça: criado em 1999, ficou conhecido mundialmente como a fita da conscientização ou fita do Autismo.

A fita é composta por peças de quebra-cabeça com cores diferentes, representando a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o Autismo e as cores vivas representam a esperança de acolhimento e tratamentos.

Esse é o símbolo da Sociedade do Autismo e é o mais usado para representar o TEA.

Logo Neurodiversidade: esse símbolo em formato de infinito colorido, é utilizado como alternativa ao da fita com quebra-cabeça, ele também é usado para representar as dificuldades e habilidades do espectro autista. 

Foi criado pelos próprios autistas, é usado pelo movimento da Neurodiversidade e é o mais aceito pela comunidade autista.

  • Lei no Brasil

Em 2014 foi regulamentada pelo Decreto 8.368 a “Lei Berenice Piana” – Lei 12.764 de 2012, criando a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno de Espectro do Autismo. Essa lei foi criada com objetivo de certificar o direito dos autistas ao diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamentos, também acesso à educação e igualdade nas oportunidades de trabalho.

Já em 2020 o Presidente da República Jair Bolsonaro sancionou vetos a Lei 13.977, que cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União e a norma foi batizada como Lei Romeu Mion, filho do apresentador de TV Marcos Mion, que tem o espectro autista.

  • Causas e Sinais 


As causas do Autismo ainda não são conhecidas pela ciência, no entanto acredita-se que na maioria dos casos a origem seja genética, hereditárias e até devido a fatores ambientais.

Quanto aos sinais, eles podem surgir nos primeiros meses de vida, mas podem variar de pessoa para pessoa. Os sinais comuns são:

  • Não manter contato visual;
  • Demorar para falar as primeiras palavras, engatinhar e andar;
  • Dificuldade de ficar em lugares barulhentos;
  • Dificuldade de comunicação verbal e não verbal;
  • Seletividade alimentar;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Dificuldade de socializar com outras crianças;
  • Hábito de alinhar objetos;
  • Ser muito preso à rotinas a ponto de entrar em crise;
  • Brincar com brinquedos de forma não convencional;
  • Fazer movimentos e comportamentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados;
  • Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito ou hiperfoco;
  • Não imitar;
  • Não brincar de faz-de-conta;
  • Hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial.

Muitas vezes o Autismo pode ser confundido com desatenção ou timidez, por isso o ideal é procurar ajuda médica para uma avaliação e a indicação do tratamento mais adequado.

  • Diagnóstico e Tratamento


O diagnóstico do Autismo deve ser realizado por um médico, analisando histórico do paciente, de seu comportamento e relatos dos pais, pois ainda não há como descobri-lo através de exames laboratoriais ou de imagem. Os médicos geralmente usam também: o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ou a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.

O tratamento deve ser realizado com ajuda de profissionais como: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e pedagogos, para que assim o portador do espectro autista tenha evoluções, conseguindo desempenhar tarefas comuns do dia a dia sem dificuldades.

Tratamentos psicossociais são muito importantes para o desenvolvimento das crianças com Autismo e há casos em que devido a maior agressividade e doenças paralelas, como o transtorno bipolar ou a depressão, seja necessário incluir medicamentos.

O transtorno de espectro autista ainda não tem cura, mas tem tratamento, com ajuda de medicamentos que podem ajudar e minimizar os sinais.

A Campanha Abril Azul


Abril não foi um mês escolhido por acaso para a campanha Abril Azul, que é sinônimo de prevenção e conscientização sobre o Autismo, pois 2 de Abril foi a data escolhida pela ONU, como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Por que azul?


A cor azul determinada para a campanha também tem um significado, a questão é que a condição ocorre mais em meninos, sendo uma proporção de 4 meninos para cada 1 menina. Essa é uma constatação da ciência, mas ainda não há respostas para esse fenômeno.

Gostou desse artigo? Compartilhe com a família e amigos e ajude nesse processo de conscientização e humanização sobre o assunto. É preciso acabar com o preconceito contra o Autismo.

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Laboratório Exame: 25 anos de tradição e cuidado com sua saúde

Quando se fala em saúde é de extrema importância ter profissionais de confiança, credibilidade e eficiência. O cuidado com a saúde é essencial para a real qualidade de vida, por isso quando for realizar seus exames laboratoriais é imprescindível contar com um laboratório com autoridade e certificação de qualidade.

O Laboratório Exame comemora 25 anos de excelência em 2022, aproveite e saiba mais sobre nossa história

O Laboratório Exame


Desde 1997 o Laboratório Exame iniciou sua história em Araçatuba, levando mais qualidade no atendimento e na realização de diagnósticos.

O Laboratório Exame conta com: 

  • A estrutura - uma unidade moderna, com instalações amplas projetadas para proporcionar o maior conforto aos clientes.
  • Tecnologia – utiliza diversos recursos tecnológicos, que executam de forma integrada mais de 1000 tipos diferentes de testes diagnósticos.
  • Os Profissionais – conta com uma equipe de profissionais preparados, especialistas, formados, treinados e em constante aperfeiçoamento. Biomédicos, Farmacêutico Bioquímicos, Bioquímicos, entre outros. 
  • Os Exames – possui uma lista extensa de exames, inclusive de alta complexidade, entre eles se destacam os de: alergia, bioquímica, doenças infecciosas, imunologia, parasitologia, hematologia, bacteriologia, hormônios, marcadores tumorais, uroanálise, entre outros.

Confira a lista completa no link: Exames.

  • Convênios e Planos de Saúde Aceitos – Unimed, Cassi, Grupo Laluce, Mult saúde, Santa Casa Saúde Araçatuba, SulaAmérica, Cardassi, Premier Saúde & Saúde Familiar, Amil, Medical Saúde Familiar, APAS, Bradesco Saúde, Bradesco Seguros, Cabesp, Cassi, Mediservice, Fundação Assefaz, Abrampeme, Alcance saúde dental e Central Card.
  • Qualidade e segurança no atendimento - ambiente sempre higienizado, respeitando todas as normas de saúde, além de atendimento amigável e ágil.
  • Certificação – além dos rigorosos controles de qualidade interna e externa, destaca-se com o Certificado de Qualidade pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC).
  • Agilidade e eficiência nos resultados – para alguns exames específicos, os resultados ficam prontos em até 2 horas, como os testes de COVID-19, Influenza e Gravidez por exemplo. Outros variam de acordo com sua complexidade, variando de 4 horas, 24 horas, 7 a 15 dias.

Os resultados podem ser retirados no laboratório ou podem ser acessados diretamente no site, podendo ser inclusive impressos. 

  • Agendamento e Coleta Móvel – o agendamento pode ser realizado pelo telefone ou WhatsApp, assim como o agendamento para Coleta Móvel, em que uma equipe vai até a casa do cliente, com dia e hora marcados para realizar a coleta com toda segurança.
  • Site e WhatsApp – site completo com informações sobre os exames, dúvidas comuns sobre exames e blog com assuntos, além de contato. O WhatsApp além de ser usado para agendamento, também é um canal usado para interação e solução de dúvidas.

Laboratório Exame 25 anos


O Laboratório Exame completa seus 25 anos dedicados à realizar o melhor trabalho para o cuidado da sua saúde, atendendo Araçatuba e região.

25 anos são uma vida e de vida a gente entende! 

Conte com o Laboratório Exame para realizar seus exames com toda segurança, confiança e eficiência.

Estamos localizados na Rua Floriano Peixoto, 817 - Araçatuba/SP.

WhatsApp: (18) 98119-3963

Telefone: (18) 3622-0011

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Qual deve ser o tempo do jejum e os cuidados para fazer exame de sangue?

Exames de sangue são essenciais no cuidado da saúde, pois através deles é possível detectar infecções e várias doenças, como a Anemia, além disso é um dos principais exames presentes na lista de Check-up, solicitados pelos médicos.

Mas na hora de realizar o exame de sangue, sempre surgem algumas dúvidas muito comuns, como: se é necessário realizar o exame de sangue em jejum, em quantas horas e quais outros cuidados. Então para descobrir, continue a leitura e confira!

Tipos de Exame de Sangue e o tempo de Jejum

Existem vários tipos de exame de sangue e cada um possui suas exigências, com tempo determinado de jejum antes da sua coleta, no entanto para alguns exames há recomendação médica em que especificam o período de jejum.

A prática do jejum evita que algumas substâncias, devido a ingestão de alimentos, interfira, altere e comprometa os resultados, tendo assim a chamada padronização do sangue.

Confira:

Jejum de 12 horas

• Triglicerídeos.

Jejum de 8 horas

• Ferro (FE);

• Glicemia – 8 a 10 horas para adultos e 3 horas para crianças.

Sem jejum

• Coagulograma;

• Hemograma;

• Hormônio Tireoestimulante (TSH) - (não é obrigatório, mas o médico pode recomendar jejum de 3 horas);

• Transaminase Glutâmico Pirúvica (GPT);

• Transaminase Glutâmico Oxalacética (GOT);

• Creatina, soro (CREAT) - (não é obrigatório, mas o médico pode recomendar jejum de 3 horas para avaliar a função dos rins);

• Ureia, soro;

• Gama Glutamiltransferase (GAMGT);

• Ácido Úrico (ACUR);

• Potássio (K);

• Sódio (NA);

• Ferritina (FERRIT);

• Creatinoquinase (CK), total, soro (CPK);

• T4, livre (T4L);

• Hormônio Folículo Estimulante (FSH);

• Hormônio Luteinizante (LH);

• T3;

• T4;

• Tireoide, anticorpos (AATIRO);

• Estradiol (E2);

• Hormônio Luteinizante (LH);

• Colesterol total e frações – (não é obrigatório, mas o médico pode recomendar jejum de 12 horas);

• Paratormônio (molécula intacta), soro (HPTH);

• PSA (Antígeno Prostático Específico) - (não é obrigatório, mas o médico pode recomendar jejum de 4 horas);

• Cálcio Ionizado (CAION).

Importante: Em qualquer exame, nunca ultrapassar as 14 horas de jejum, pois depois desse período o organismo acaba usando suas reservas, queimando gordura e proteína e isso altera os resultados, além de ser prejudicial à saúde.

Dicas e outros cuidados antes de fazer o exame de sangue

Além da necessidade de jejum em alguns exames, também existem algumas dicas e cuidados, os quais são necessários para resultados efetivos e sem interferências. São eles:

• Período da Tarde – Os exames não precisam ser feitos pela manhã, mas a maioria das pessoas prefere passar o período de jejum dormindo, por isso a maioria realiza os exames de manhã. Mas os exames também podem ser realizados à tarde, inclusive alguns exames de sangue, que não exigem jejum ou poucas horas de jejum. 

Há casos de exames que precisam de horário específico, por isso atenção. É o caso do exame de dosagem de ferro, que deve ser realizado até às 10 horas da manhã e o de Cortisol e ACTH devem ser entre às 7 e 9 horas da manhã. O motivo é que algumas substâncias sofrem variação ao longo do dia e seu nível máximo é pela manhã.

• Água – beber água não interfere nos resultados de exames de sangue, mas sem exageros.

• Bebidas alcoólicas – o recomendado é não beber 3 dias antes da coleta do exame, principalmente diante dos exames de Triglicérides e Colesterol, pois pode alterar os resultados. Além das alcoólicas, outras bebidas também devem ser evitadas, como refrigerantes e chás.

• Tabagismo – Não fumar no dia do exame, pois se o teste envolver agregação plaquetária, curva glicêmica ou exame ergométrico, pode alterar os resultados.

• Para o Exame PSA – Deve ser evitado atividade sexual nos 3 dias anteriores ao exame, assim como andar de bicicleta e tomar alguns medicamentos, pois podem aumentar os níveis de PSA.

• Medicamentos – Alguns medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios influenciam os resultados do exame de sangue, por isso nesses casos é importante dizer ao médico sobre o uso, para que ele oriente sobre a suspensão ou para que sejam considerados na hora da análise.

No caso de medicação contínua não é recomendado a suspensão, mas também deve ser dito ao médico para orientação e somente ele poderá indicar o melhor a fazer.

• Exercícios Físicos – Alguns tipos de exercícios, assim como algum esforço físico podem sim interferir no resultado de exames, por exemplo o de Glicemia e dosagem de fator VIII de coagulação. O ideal é seguir sempre a orientação médica.

• Para Crianças e Gestantes – No caso de exames de sangue em crianças de até 6 anos é dispensado longos períodos de jejum e a coleta pode ser realizada no período mais próximo ao da alimentação seguinte.

Já sabemos que alguns exames de sangue não necessitam de jejum, conforme citado acima e no caso de crianças o exame mais realizado é o Hemograma, que não exige jejum.

E no caso das gestantes, elas devem seguir as mesmas orientações recomendadas para cada tipo de exame, mas claro com acompanhamento médico.

Mitos e Verdades

É comum ouvirmos informações sobre a realização de exames que acabam provocando dúvidas, já outras nos surpreendem, são os famosos mitos e verdades.

Confira abaixo:

Mitos

• Não realizar exames de sangue quando estiver gripado ou resfriado.

• É preciso parar a amamentação dos bebês para realizar os exames.

• É necessário ter uma dieta mais saudável na semana que realizará o exame.

Verdades

• Realizar exame de sangue durante o período menstrual interfere nos resultados.

• É importante dormir bem na noite anterior ao exame.

• Fazer exame de imagem antes da coleta de sangue não é permitido, devido a necessidade do uso de contraste em alguns casos, o indicado é após 72 horas.

 

Diante dessas dicas e esclarecimentos fica claro, que é muito importante seguir as recomendações para que os resultados dos exames de sangue não sofram nenhuma alteração.

Onde fazer seus Exames de Sangue em Araçatuba?

Se você é de Araçatuba ou região e precisa realizar exames laboratoriais, o Laboratório Exame é a solução! 

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